São só pessoas.
A vida não acontece de uma só vez, acontece em ciclos. São nesses ciclos, que encontramos pessoas.
Nunca reparou que aquele inseparável grupo de amigos de 5 anos atrás se separou?
As vezes,continuamos a manter contato com determinadas pessoas simplesmente por... Por... Quase que por capricho. Sabe, é aquela amizade que em um momento da vida foi tão importante, que tentamos mante-la como uma lembrança de um tempo que já foi bom.
É como uma antiga carta de amor.
É, carta de amor é uma boa comparação.
Nós olhamos para antigas cartas de amor, e nos achamos tontos de termos feito aquilo, mas sabemos que aquele momento enfim passou.
ou...
Nos lembramos de como era bom aquele tempo,em que tudo parecia dar certo,e tentamos continuar (inutilmente) a viver aquilo.
Eram cartas
Cartas amizades tontas
eram cartas amigas
afinal de contas.
Um belo dia, nós acordamos e sentimos que não estamos mais na mesma vibe que nosso amigo.
Um belo dia, nós acordamos e sentimos que é hora de mudar de ciclo. Da mesma forma que mudamos de ciclo quando mudamos do ensino médio para o universitário.
Mas aí, vocês (meus cinco) leitores me dizem que não gostam de mudar de amigos,e que mudanças são tristes.
Mudanças são tristes.É, elas são.
Todos se apegam e,por ventura, se acomodam. E quando nos é tirada essa 'zona de conforto' que é criada, temos que nos readaptar.
Mas dizia um sábio amigo de ciclos passados, que nós evoluímos quando nos tornamos mais sábios, e que nossa sabedoria cresce conforme passamos por ciclos diferentes.
Quantos ciclos ele passou até chegar nessa conclusão, não faço ideia.
Mas hoje, tendo feito essa breve meditação sobre o assunto, penso que estou compreendendo a vida, ou que seja o decorrer dela, de forma diferente.
Em uma outra digressão,eu penso que, é como se a vida fosse um abismo que todos tem medo de entrar, e ficam só olhando da margem.
E eu estou tão fundo no abismo, que não ouço mais os barulhos da sua beirada.
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